Archive for fevereiro, 2008

Sobre as mudanças

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No último post que eu escrevi, há algum tempinho, coloquei a letra de Roda-viva do Chico. Eu acho que essa é uma das melhores coisas já escritas por qualquer compositor de lingua portuguesa. E defenderei meu ponto de vista afirmando o seguinte, tem coisa mais bizarra que as voltas que o mundo dá? Uma hora a gente se sente caminhando nas nuvens e do nada, do nada mesmo, cai de bunda no chão e se arrebenta todinho (a) ? E mais engraçado ainda é que quando você está no chão, algo bobo acontece e te deixa nas nuvens de novo ? Estou começando a achar que não existem pessoas bipolares, mas vida bipolar. Transtornos de humor no decorrer dos minutos, horas, dias, semanas, meses, anos. Tudo muda. Tudo termina e recomeça. Andei lendo que os eclipses trazem em si eventos dramáticos, rompimentos e começos. O eclipse do dia 21 trouxe o meu fim e o meu recomeço. Novas esperanças. Acho que meu ano começou agora. Não no calendário, mas em mim. Acho que só mudaria uma coisa na canção do Chico.  O título. Só que talvez a intenção dele tenha sido justamente o que eu vejo com mais clareza agora, a mensagem implícita. Qual é ? Você sabe, não é ? Provavelmente antes do que eu ?! Roda-vida!

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fevereiro 27, 2008 at 2:37 pm 2 comentários

Sobre os dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu

  Sinto muito senhoras e senhores, mas o primeiro post do ano é meio deprê. Como boa brasileira meu ano começou só depois do carnaval. Me jogaram confete e serpentina, ensaiei um desfile na apoteose, mas tou perigando de ser rebaixada para o grupo de acesso. Não direi muito, o máximo que manifestarei, para quem quiser compreender peço que leia o refrão. O mundo rodou num instante e…..

Roda Viva (Chico Buarque) 
Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino pra lá
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda peão
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira pra lá
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda peão
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
A roda da saia, a mulata
Não quer mais rodar, não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou
A gente toma a iniciativa
Viola na rua a cantar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a viola pra lá
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda peão
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
O samba, a viola, a roseira
Um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade pra lá
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda peão
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda peão
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda peão
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração

fevereiro 12, 2008 at 2:45 am Deixe um comentário