Archive for outubro, 2007

Sobre o Museu dos Relacionamentos Fracassados em Berlim

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Essa reportagem saiu na Folha de S.Paulo do dia 24/10/2007. A fonte da matéria é o jornal alemão Der Spiegel.

http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/derspiegel/2007/10/24/ult2682u574.jhtm

O que um machado, algemas de pelúcia cor de rosa, um ursinho e um vestido de casamento têm em comum? Todos fazem parte de uma exibição dedicada aos relacionamentos que desmoronaram, que está agora em Berlim

Siobhán Dowling

Em Berlim

No empoeirado andar superiorde um antigo prédio na Berlim Oriental, a coleção está crescendo a cada semana. À primeira vista, parece que alguém reuniu os itens que restaram de um mercado de pulgas. Uma bicicleta está pendurada em uma parede, enquanto anéis, ursinhos de pelúcia, meias, algemas cor de rosa e vários ornamentos estão em exibição.

Por mais indesejada que seja, a tralha está longe de ser detritos sem sentido. Cada um dos objetos, muitos deles sem graça, em certo momento significaram muito para alguém. São os restos de casos de amor que não funcionaram.

Os objetos pertencem ao “Museu de Relacionamentos Fracassados”, uma exibição itinerante que pede às pessoas para doarem lembranças de seus relacionamentos, desde paixões passageiras até divórcios dolorosos. Originada na Croácia, a mostra já passou por Sarajevo, Maribor e Ljubljana e agora conta com mais de 200 objetos. Zvnonimir Dobrovic está organizando a mostra de Berlim no centro de artes Tacheles, uma antiga ocupação de seis andares no coração da cidade. “Os berlinenses já doaram 20 novos objetos”, disse ao Spiegel Online, inclusive um vestido de casamento e um machado usado para destruir a mobília de uma ex-namorada.

Dobrovic explica que a idéia nasceu quando dois artistas de Zagreb, Olinka Vistica e Drazen Grubisic, romperam e quiseram fazer algo criativo com os vestígios de seu relacionamento. “Eles reuniram todos seus objetos e depois pediram os dos amigos”, explica. “A imprensa interessou-se e as pessoas começaram a doar itens.” Logo, os artistas tinham um trailer cheio de objetos, e o Museu de Relacionamentos Fracassados nasceu.

“Desenvolvemos a idéia de um museu onde pudéssemos colocar os objetos, nos vermos livres deles e cortar a relação com aquela energia, mas ao mesmo tempo mantê-los e preservá-los do esquecimento”, disse a co-fundadora Vistica à Reuters.

A mostra deve funcionar como uma espécie de terapia, para que, em vez de destruir objetos, eles possam ser removidos ao museu para “convalescer” e participar de uma “história coletiva emocional”.

Talvez a mostra tenha virado uma bola de neve porque revela como o tema do amor perdido pode ser universal. “Quanto mais pessoal, maior o sucesso, acho”, disse Vistica à Reuters. “A resposta das pessoas realmente prova isso. Elas reconheceram (a mostra) como algo sincero.”

O efeito catártico é evidente em algumas das explicações que acompanham os objetos exibidos. Uma prótese de um veterano de guerra que se apaixonou por sua assistente social é descrito como tendo “agüentado mais que nosso amor: era feito de material melhor”. Outro objeto é uma caneta que foi usada para escrever “bobagens românticas que ele não merecia”. Nem tudo é tristeza, porém. Um amante virtual em Sarajevo contribuiu com uma cueca samba-canção que recebeu de uma namorada virtual que ele nunca encontrou ao vivo. Por isso, justifica, “eles nunca puderam tirá-la”.

Os artistas também têm um site onde quem está de coração partido pode guardar mensagens de SMS, fotografias e e-mails de três meses a quatro anos, e se quiserem, compartilhar as comunicações com o resto do mundo.

Quanto aos objetos, depois de Berlim, as próximas paradas serão Belgrado, Skopje e Estocolmo, e há planos de partir para o resto do mundo com possíveis exibições em Tóquio, Nova York e São Paulo.

MACHADO – Berlim, 1995: Ela foi a primeira mulher que eu deixei mudar-se para minha casa. Todos os meus amigos achavam que eu precisava aprender a deixar as pessoas se aproximarem mais. Depois de alguns meses, tive uma oportunidade de viajar para os EUA. Ela não podia vir comigo. No aeroporto, dissemos adeus com lágrimas, com garantias dela que não sobreviveria três semanas sem mim. Quando voltei, após as três semanas, ela disse: “Apaixonei-me por outra. Conheci-a a quatro dias, mas sei que ela me dá tudo que você não pode me dar.”Eu a mandei sair da casa. Ela foi imediatamente viajar com sua nova namorada, enquanto sua mobília ficou comigo. Sem saber o que fazer com minha raiva, comprei esse machado para aliviar a tensão e dar a ela ao menos um pouco do sentimento de perda. Comecei a destruir um móvel por dia. Quanto mais o quarto dela se enchia com pedaços dos móveis, mais eu me sentia melhor. Duas semanas depois de ser mandada embora, ela veio pegar a mobília. Estava organizada em pequenas pilhas e fragmentos de madeira.
VESTIDO DE CASAMENTO – Berlim, 1994-1997: Nosso casamento foi na Grécia e no Japão, quando tínhamos pouco mais que 20 anos. Usei o vestido no dia 20 de agosto de 1994, em Kavala, Grécia… Nosso objetivo era um lar feliz com muitos filhos. Mas a mãe natureza não ajudou, e os filhos não poderiam esperar até o fim dos estudos? Era muito importante para ele, um jovem muito feliz no início, ser um jovem pai… Lentamente a página virou: a impaciência pesou na balança.
PRÓTESE – Zagreb, 1992: Em um hospital de Zagreb conheci uma assistente social bela, jovem e ambiciosa do Ministério da Defesa. Quando ela me ajudou a conseguir certos materiais que eu precisava para minha prótese, pois era inválido de guerra, o amor nasceu. O membro protético durou mais do que nosso amor. Era feito de material melhor!
CAFETEIRA – Ljubljana, 2001-2006: Dei a cafeteira a ele, que o queria tanto. Logo, entretanto, ele percebeu que não era perfeita, pois sempre derramava café na mesa ao servir. Quando eu entendi que eu também não era perfeita para ele, meu amor não perfeito, que foi muito derramado, desapareceu.Em sua raiva, deixou todas as coisas que eu tinha dado na frente da minha porta, dentre elas esta cafeteira. Muitas vezes eu fiz café nela como lembrança dele. Fiz café quando ele apareceu para uma visita. Como eu gostaria de romper esse círculo interminável, decidi doá-la ao museu.


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outubro 31, 2007 at 4:14 pm Deixe um comentário

Sobre os certos-errados e os errados-certos

Acossado

Começo a acreditar que a teoria da relatividade einsteiniana pode ser empregada de maneira turva no que chamamos de relacionamentos (homem x mullher, mulher x mulher, homem x homem, serguei x árvore). Tudo é relativo. Hoje resolvi fazer uma coisa que vai contra meus princípios de pessoa envergonhada. Resolvi ir atrás de um boy que eu estou afins. Como disse uma amiga – psicanalista – crazy como eu:

– Ana, você tem que transgredir!

O engraçado é que ela também anda em uma fase “vamos chutar o pau-da-barraca com classe sobre um salto quinze” e que acabou me dando um empurrão herculíneo. Como a gente é Phina e conserva as fontes que dão sustância pro Blog vamos batizá-la de a Seresteira do Amor. Hehehehe. Ok. Não consegui pensar em nada melhor. Enfim, depois de horas infindáveis de frases pelo MSN e apoio o moral que só uma psicanalista-amiga -alta-coxuda pode fazer sem cobrar consulta e sendo bastante didática, ela me diz isso sobre o boy-toy que ela está cultivando:

– Me diverti tanto com ele como nao me divertia há tempos…. ele me faz rir de mim, da vida, dele… me respeita e me deseja … melhor um doido desses que mesmo malandro deixa as situações bem rasas (às claras), a um gentleman que enrola meses a fio e vive no limbo.

Respiro fundo, pego o telefone e disco os benditos dígitos que não são da mega-sena, mas que podem trazer boa sorte.

Enquanto isso não te fizer mal ou aos outros, ligue o foda-se e seja feliz !

outubro 27, 2007 at 3:33 am 5 comentários

Sobre as coisas que encontramos na Internet

O texto ou post abaixo foi encaminhado para mim por uma amiga e está publicado originalmente no endereço http://carpinejar.blogger.com.br/2005_09_01_archive.html.

     Mona Lisa Astronauta

MEDO DE SE APAIXONAR por Fabrício Carpinejar

Você tem medo de se apaixonar. Medo de sofrer o que não está acostumada. Medo de se conhecer e esquecer outra vez. Medo de sacrificar a amizade. Medo de perder a vontade de trabalhar, de aguardar que alguma coisa mude de repente, de alterar o trajeto para apressar encontros. Medo se o telefone toca, se o telefone não toca. Medo da curiosidade, de ouvir o nome dele em qualquer conversa. Medo de inventar desculpa para se ver livre do medo. Medo de se sentir observada em excesso, de descobrir que a nudez ainda é pouca perto de um olhar insistente. Não suportar ser olhada com esmero e devoção. Nem os anjos, nem Deus agüentam uma reza por mais de duas horas. Medo de ser engolida como se fosse líquido, de ser beijada como se fosse líquen, de ser tragada como se fosse leve. Você tem medo de se apaixonar por si mesma logo agora que tinha desistido de sua vida. Medo de enfrentar a infância, o seio que criou para aquecer as mãos quando criança, medo de ser a última a vir para a mesa, a última a voltar da rua, a última a chorar. Você tem medo de se apaixonar e não prever o que pode sumir, o que pode desaparecer. Medo de se roubar para dar a ele, de ser roubada e pedir de volta. Medo de que ele seja um canalha, medo de que seja um poeta, medo de que seja amoroso, medo de que seja um pilantra, incerta do que realmente quer, talvez todos em um único homem, todos um pouco por dia. Medo do imprevisível que foi planejado. Medo de que ele morda os lábios e prove o seu sangue. Você tem medo de oferecer o lado mais fraco do corpo. O corpo mais lado da fraqueza. Medo de que ele seja o homem certo na hora errada, a hora certa para o homem errado. Medo de se ultrapassar e se esperar por anos, até que você antes disso e você depois disso possam se coincidir novamente. Medo de largar o tédio, afinal você e o tédio enfim se entendiam. Medo de que ele inspire a violência da posse, a violência do egoísmo, que não queira repartir ele com mais ninguém, nem com seu passado. Medo de que não queira se repartir com mais ninguém, além dele. Medo de que ele seja melhor do que suas respostas, pior do que as suas dúvidas. Medo de que ele não seja vulgar para escorraçar mas deliciosamente rude para chamar, que ele se vire para não dormir, que ele se acorde ao escutar sua voz. Medo de ser sugada como se fosse pólen, soprada como se fosse brasa, recolhida como se fosse paz. Medo de ser destruída, aniquilada, devastada e não reclamar da beleza das ruínas. Medo de ser antecipada e ficar sem ter o que dizer. Medo de não ser interessante o suficiente para prender sua atenção. Medo da independência dele, de sua algazarra, de sua facilidade em fazer amigas. Medo de que ele não precise de você. Medo de ser uma brincadeira dele quando fala sério ou que banque o sério quando faz uma brincadeira. Medo do cheiro dos travesseiros. Medo do cheiro das roupas. Medo do cheiro nos cabelos. Medo de não respirar sem recuar. Medo de que o medo de entrar no medo seja maior do que o medo de sair do medo. Medo de não ser convincente na cama, persuasiva no silêncio, carente no fôlego. Medo de que a alegria seja apreensão, de que o contentamento seja ansiedade. Medo de não soltar as pernas das pernas dele. Medo de soltar as pernas das pernas dele. Medo de convidá-lo a entrar, medo de deixá-lo ir. Medo da vergonha que vem junto da sinceridade. Medo da perfeição que não interessa. Medo de machucar, ferir, agredir para não ser machucada, ferida, agredida. Medo de estragar a felicidade por não merecê-la. Medo de não mastigar a felicidade por respeito. Medo de passar pela felicidade sem reconhecê-la. Medo do cansaço de parecer inteligente quando não há o que opinar. Medo de interromper o que recém iniciou, de começar o que terminou. Medo de faltar as aulas e mentir como foram. Medo do aniversário sem ele por perto, dos bares e das baladas sem ele por perto, do convívio sem alguém para se mostrar. Medo de enlouquecer sozinha. Não há nada mais triste do que enlouquecer sozinha. Você tem medo de já estar apaixonada.

outubro 24, 2007 at 3:04 am 1 comentário

Sobre os engasgos na garganta

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Apesar de ter amado as fitinhas e o pedaço de corda que me foi enviado de surpresa estou engasgada. O post planejado originalmente era sobre os engasgos na garganta. Esses que a gente sufoca tanto que esquece que estavam lá, como um urso que hiberna em uma caverna. É o tipo de coisa que a gente só se dá conta quando algo ou alguém acontece; e o alguém aconteceu. Tou engasgada, com raiva, indignada. Tou música do Dominó. Tou com vontade de retomar as rédeas da minha vida e mandar uma mensagem de voz e violão “Vá tomar no @*#@ !”.

Mas fui bem criada e menina bem criada não faz isso. No máximo fala de brincadeira, mas jamais e em hipótese alguma grita isso do e no meio da rua. Tou engasgada. É um absurdo que em meio ao infindável caos aéreo, um passageiro chegue, queira furar o overbooking e sentar na janela. Dessa vez não. Quatro anos se fazendo de morto não dá prá engolir tomando suco. Pode até embarcar, mas vai ficar na fila do Check-in, pegar avião lotado, aguentar o atraso, a troca de terminal , acomodar a bagagem de mão mal e porcamente, sentar naquela cadeira do meio posicionada em cima da asa sem direito à reclinação. E quando o avião decolar: Cuidado !!! Use os sacos de desconforto – Oooppsss! Digo…conforto -. Afinal de contas, caros passageiros, estamos falando de 99,99999999 % de probabilidade de chuvas, trovoadas e bastante turbulência no decorrer do período.

outubro 23, 2007 at 7:23 am Deixe um comentário

Sobre as correspondências por debaixo da porta

Meu prédio tem um novo método de entrega de correspondência. Todo o dia, o porteiro separa qualquer tipo de envelope e ao invés de entregar na hora da entrada ou da saída dos moradores, os enfia por debaixo da porta. Já esqueci o montante de vezes que acreditando ser algum tipo de carta-anônima abri envelopes em branco que só continham descontos de 10% para as pizzarias da região. Considerando que eu moro só e não sou tão fã de pizza acaba não sendo vantagem comprar uma redonda gigante para ganhar uma garrafa de Coca-cola de 2 litros.

Mas não era isso que eu ia falar, o fato é que esse novo hábito do condôminio já conseguiu me impedir de entrar em casa várias vezes pela pilha de cartas estacionadas na soleira da porta e em outras muitas me assustou. Devemos convir que ouvir passos por detrás da porta faz soar em mim o alarme anti-arrastão de edifícios tão em moda na vida moderna das grandes cidades – se bem que meu prédio não é chique o suficiente para ser notado.

Segunda-feira, 22 de outubro, 23h20. Ao entrar em casa depois de um dia de grandes encontros – sim, uma mulher moderna, solteira, de bem com a vida e desempregada passeia em dias de chuva para visitar pessoas doentes, fazer contatos de negócios, observar o que tem de bom na mostra de cinema, esperar a chuva passar na livraria e tomar 300ml de café em menos de 20 minutos – olho para o chão e além da conta de luz dou de cara com um envelope branco escrito com letra conhecida. Olho para ter certeza de que não era no apartamento errado, afinal de contas letras podem ser confundidas, mas não. Meu nome constava no lugar do destinatário, o endereço correto e o cep também. Abro com as mãos trêmulas e de dentro saco um papel dobrado em branco. Nele leio:

“Pedaço da corda da Sta. retirado na hora do puxa-puxa final. Círio* 2007. Faça seu pedido.”

Sem acreditar, abri o papel e dentro encontrei um pedaço da corda e duas fitas bentas da Santa. Em cada uma estava escrito:

“Lembrança de Nossa Senhora de Nazaré. Padroeira dos Paraenses. Faça três pedidos.”

Comecei a rir ao pensar que alguém se meteu no meio de uma multidão e pegou um pedaço de corda pensando em mim. Êta vida. Mãe é mãe e olha que eu tenho duas. Mas agora só consigo pensar em uma coisa. O que será que eu vou pedir ?

No mais só posso dizer: “Bendito seja o porteiro e algumas cartas inesperadas que nos fazem gargalhar em uma noite de chuva”.

011.jpg * Tradicionalmente no segundo domingo de outubro, milhares de fiéis tomam conta das ruas de Belém, numa grande caminhada em devoção a Nossa Senhora de Nazaré. Emocionados, os romeiros fazem um percurso de 3,6 quilômetros, da Catedral de Belém até a Praça Santuário, onde a imagem da Virgem fica exposta para veneração dos fiéis durante 15 dias. A corda puxa a berlinda da Santa e fica em algum lugar no meio da multidão.

outubro 23, 2007 at 2:23 am Deixe um comentário

Sobre a espera

Esperar cansa. Tem coisa mais chata do que ficar esperando algo que nunca vem ? Essa história de “quem espera sempre alcança” é balela para pessoas que fazem os outros esperarem. Começo a acreditar que quem espera acaba tendo um surto de ansiedade e precisa se afogar em dois comprimidos de maracujina. O fato é que tem gente que realmente espera e espera tanto que a espera passa a ser a pauta do dia, da hora, da semana e sempre existe a possibilidade do tema ganhar o posto de destaque do mês. Aí um belo dia você acorda. Sim, você acorda porque esperar cansa e para desangustiar as pessoas que esperam junto, um processo de osmose paranóica, você diz: “Ah ! Cantei prá subir ! HAHAHA !”, dá uma gargalhada amarela, toma um chopp, quem sabe algumas saqueritas e volta prá casa. Abre caixa de e-mails, verifica a caixa postal do celular. Nada. Nem um sinal. A moça do RH não ligou, a promessa de um grande amor também não. Você continua na espera, mas por motivos óbvios se joga derrotada na cama e não conta isso prá mais ninguém.

outubro 19, 2007 at 7:04 am Deixe um comentário

Conversas Paralelas

– Te liguei ontem e nada.

– Ontem eu estava de bode com o mundo. Não atendi o telefone. Tou em uma fase micro-trasheza.

– E eu de TPM !

– É. O mundo é uma bosta !

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– Fiz um bolo de chocolate, vem aqui comer.

– Hmmm, deve estar uma delícia.

– Tou me segurando pra não partir o bolo antes dele chegar.

– Ele ainda não chegou ?

– Já. Está vindo do aeroporto. Legal né ? Tou com saudades ! Aproveita e me conta uma coisa. Encontrastes com o teu amado lá no bar ?

– Não. Ele não deu sinal de vida.

– Que pena. Quem é que foi ?

– Pessoas não beijáveis.

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– Preciso dar um jeito na minha vida. É fato !

– Hmmm.

– Que foi ?

– Ia te convidar prá tomar uns chopps.

– Hmmm…

– Que foi ?

– Preciso tomar banho antes.

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– Hoje é dia para treinar o desapego.

– Qual desapego ?

– Ando tão apegada que não sei !

outubro 19, 2007 at 3:28 am Deixe um comentário